Título da obra
Metamorfoses da Terra
 
Beatriz Marcos e Inês Oliveira são um coletivo interdisciplinar que cruza a investigação e a expressão artística para refletir sobre processos naturais, sociais e territoriais.
Beatriz Marcos é licenciada em Artes Plásticas e mestre em Comunicação, Arte e Cultura, desenvolvendo o seu trabalho no cruzamento entre as artes visuais, a mediação cultural e a educação artística, e tendo sido mediadora cultural no Museu Coleção Peggy Guggenheim e na 60ª Edição da Bienal de Veneza.
Inês Oliveira é arquiteta e doutoranda em antropologia na Universidade de Lisboa, onde investiga sobre as reminiscências sefarditas em Trás-os-Montes. Utiliza a art-based-research para analisar etnograficamente a paisagem, tendo começado a aprofundar este método na sua colaboração com o The Hives Project.
Enquanto coletivo, acreditam na arte como ferramenta crítica, tendo ambas trabalhado em processos artísticos com a comunidade em Portugal, Itália e Grécia.
 
Sinopse
A instalação parte do ciclo da seda para explorar as ideias de transformação, ocultação e resistência. Com raízes em Trás-os-Montes, território genealógico das artistas, a obra reflete o trabalho dos tecelões judeus e cristãos-novos desta região, cujas vidas e identidades foram marcadas pela perseguição. Nos arquivos da Inquisição, encontram-se dezenas de processos de trabalhadores da seda transmontanos, revelando o papel crucial deste ofício na preservação de identidades dissimuladas e na resistência ao longo do tempo. Como se mantém a memória viva quando ela está, literalmente, por um fio?
Os tecidos e fibras naturais usados não são apenas materialidade, são fragmentos de memórias, do tempo demorado da produção e da fragilidade dos rituais preservados nas sombras. Ao recriar a vida dos antigos tecelões da seda, a obra evoca as identidades dissimuladas e os saberes guardados na penumbra, explorando a tensão entre o casulo como proteção e prisão. O espaço criado propõe uma escuta, onde o fio não se rompe, mas persiste, resistindo à erosão do tempo e à perda da história, insistindo na continuidade das narrativas silenciadas. Entre a leveza do têxtil e a imobilidade da terra, desafia-se o espectador a refletir sobre a persistência da memória.
 
Materiais
Rede de aço galvanizado, fibras naturais (sisal, lã, juta), têxteis e fios diversos reutilizados e elementos naturais.
 
Técnica
Técnica mista e experimental (modelagem, drapeado, tecelagem, costura e técnicas de fixação).

Localização

Edifício Sede: Rua do Beato Nicolao Dinis 5300 - 130 Bragança
Casa da Seda: Rua dos Batoques, n.º72 , 5300-091 Bragança E-mail: info@braganca.cienciaviva.pt

Horários

Terça a Sexta - 10h - 18h
Sábados, Domingos, Feriados - 11h - 19h
Encerrado à Segunda
(Última admissão meia hora antes do encerramento)
O Centro encerra ao público nos dias 1 de Janeiro, 24, 25 e 31 de Dezembro.
HORÁRIO DE INVERNO
De 1 de novembro a 31 de março: terça a domingo | feriados: 10h às 18h
Encerrado à Segunda

Contactos

351 273 313 169 (Edifício Sede)
00351 273 382 207 (Casa da Seda)

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